Contaminação Cerebral Dolosa

A sociedade precisa começar a falar sobre uma coisa muito importante: a responsabilidade de quem faz lavagem cerebral em outro ser humano com a finalidade de manipular, de iludir, com má-fé. Não dá mais para olhar só para quem foi manipulado e esquecer quem manipulou. A conta precisa chegar em quem constrói a mentira de propósito.
E aqui vamos deixar claro: tem gente ruim mesmo, que não foi iludida nem manipulada, que tem a essência já podre de nascença. Figuras escrotas como essas em ascensão na política servem justamente de validação para essas pessoas colocarem toda aquela merda para fora sem culpa. Mas isso não explica todo mundo.
Nem todo “apoiador de político escroto” é escroto na sua essência. Tem muita gente apenas achando que está fazendo a coisa certa. Por quê? Porque essas pessoas foram inundadas propositalmente, e intencionalmente, de mentiras, de ameaças, de teorias mirabolantes e, o pior de tudo, muitas vezes com o objetivo de desumanização do outro ser humano. Isso é algo muito sério e está sendo feito agora, por empresas e indivíduos mal-intencionados, que empurram essas pessoas para um lugar de medo e ódio, muitas vezes sem que elas percebam o tamanho da encrenca em que estão entrando. Isso porque as pessoas vítimas dessas bolhas tóxicas ficam apavoradas com tudo de ruim que acreditam estar por vir. O resultado: precisam estar engajadas na luta contra esse inimigo criado.
E a coisa fica mais cruel quando usam a fé, a religião, para validar sua visão malvada e preconceituosa do mundo, fazendo as pessoas acreditarem que estão em uma batalha entre Deus e as trevas, quando, na verdade, estão no fundo defendendo os interesses reais de um grupo político que, na maioria das vezes, se resume a poder e dinheiro. As técnicas de persuasão utilizadas no processo são tão eficientes a ponto de fazer cristãos fervorosos defenderem políticas e ideias que seriam certamente condenadas por Jesus Cristo.
Nossa mente já é algo tão complexo e tão vulnerável. Por isso, não podemos mais normalizar essa prática. Mentir sabendo que é mentira, para se beneficiar da situação, tem que voltar a ser algo vergonhoso, vexatório. Descobrir um mentiroso tem que servir para condená-lo ao ostracismo, ao descrédito, à insignificância de um ser mentiroso — e não para a gente achar razoável que ele governe uma cidade, um estado ou um país.
Quem manipula com má-fé precisa ser responsabilizado, e a mentira precisa parar de ser normalizada como algo inofensivo. Ou continuamos a aceitar que a nossa cabeça, a nossa fé e o nosso medo podem ser usados como armas contra nós mesmos livremente, sem nenhum peso moral.





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