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Folhetim
Histórias, ideias, rascunhos e outras maluquices que resolvi não guardar só para mim.


JOB #01 - FANTASMA OU IMAGINAÇÃO?
Márcia queria um vídeo institucional diferente. Cansada do padrão "pessoas sorrindo em salas brancas", ela propôs algo ousado: filmar a clínica na rua, no banco da praça, na escadaria do MASP. Ary entendeu que o que ela vendia não era cura, era presença. E presença pode acontecer em qualquer lugar.
"A cidade é o divã. Eu só precisei aprender a ouvir."

Will Silva
37false40 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)7 min de leitura


JOB #02 - O CONVITE DE GREGO
Beto, o assistente, insistiu para que Ary fosse a um churrasco. Lá ele conheceu Márcia pessoalmente, conversou com estranhos, comeu picanha, e descobriu que o mundo lá fora não era tão assustador quanto seu amigo imaginário pintava.
"O medo do churrasco era, na verdade, o medo de gostar."

Will Silva
18false14 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)7 min de leitura


JOB #03 - O ARQUITETO FANTASMA
Edgar, um arquiteto talentoso, queria um vídeo para o escritório — mas sem aparecer. Queria que o trabalho falasse por ele. Ary criou um filme onde as casas vazias contavam histórias através de objetos: uma xícara na pia, um livro aberto, um cobertor amassado. Edgar se reconheceu na invisibilidade.
"A invisibilidade de Edgar não era fuga. Era escolha."

Will Silva
51false16 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)7 min de leitura


JOB #04 – O SILÊNCIO QUE APROXIMA
Luna apareceu num aplicativo de relacionamento. Designer gráfica, cabelo roxo, uma frase no perfil: "procuro quem entenda que silêncio também é resposta". O encontro no bar foi um sucesso, mas o silêncio que veio depois ensinou a Ary que algumas respostas demoram — ou nunca vêm.
"Silêncio não se leva, se compartilha."

Will Silva
24false22 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)7 min de leitura


JOB #05 - JUREMA E SUA CASA
Dona Jurema, 78 anos, queria um vídeo para contar a história da casa da família, em Piracicaba, antes que a memória se fosse. Ary passou quatro dias filmando paredes centenárias, móveis antigos, retratos na parede. Descobriu que a casa era um corpo, e que algumas histórias precisam ser contadas para que a gente possa seguir em frente.
"A casa guarda tudo. Até o que a gente esqueceu."

Will Silva
05false42 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)8 min de leitura


JOB #06 - BOLO SALGADO
Luna não apareceu no sábado combinado. Ary preparou queijo gouda, pão artesanal, vinho — e passou a tarde esperando. No fim do dia, uma mensagem: "Aconteceu uma coisa. Depois te explico." O depois nunca veio. Mas o que ficou foi a certeza de que preparar o bolo já era, em si, uma forma de amor.
"Preparei tudo. Ela não veio. Mas eu aprendi que o cuidado existe mesmo sem retorno."

Will Silva
05false46 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)5 min de leitura


JOB #07 - A SURPRESA DE SUZETE
Suzete queria um vídeo surpresa para os pais, Seu Jorge e Dona Nilza, que completavam 60 anos de casados. Durante as filmagens, Ary descobriu que a casa guardava um fantasma — Roberto, o irmão mais velho, morto aos 19 anos num acidente de moto. E descobriu também que seu amigo imaginário podia vê-lo.
"O fantasma de Roberto me ensinou que amor é presença, mesmo depois da morte."

Will Silva
55false57 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)7 min de leitura


JOB #08 - O BEIJO NA PLATAFORMA
Voltando de uma reunião, Ary viu Luna na estação Paraíso — nos braços de outro homem, trocando um beijo demorado. Ela o tinha bloqueado, sumido, e agora estava ali, viva e feliz. O metrô partiu, e Ary levou comigo a imagem de um amor que não foi, mas que serviu para algo.
"Ela me bloqueou enquanto eu preparava queijo gouda. A vida é feita dessas ironias."

Will Silva
42false23 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)7 min de leitura


JOB #09 - O AÇOUGUE DAS ILUSÕES
Uma produtora de cinema marcou reunião num escritório em cima de um açougue. O dono, John Plazius, apresentou uma ideia que parecia Matrix sem Matrix — e nunca tinha visto o filme. Ary perdeu uma manhã, mas ganhou uma história. E aprendeu que nem toda oportunidade vale o risco.
"O escritório cheirava a carne moída e esperança podre."

Will Silva
24false54 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)10 min de leitura


JOB #10 - A CAIXA DE PROJETOS INACABADOS
Com o contrato de dois anos assinado com uma emissora de TV, Ary resolveu abrir a caixa onde guardava todos os projetos autorais começados e abandonados. Dezenas de roteiros, sinopses, ideias — todos incompletos. Seu amigo imaginário fez a pergunta decisiva: "Por que você termina os projetos dos outros e nunca os seus?" A resposta veio como um raio: uma série sobre o mundo dos mortos, baseada nas histórias que ele sempre pôde ouvir.
"Cemitério de Santana, tarde nublada. 'Tô v

Will Silva
10false04 GMT+0000 (Coordinated Universal Time)6 min de leitura
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